quarta-feira, 14 de maio de 2014

JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO


                  A reencarnação se baseia nos  princípios da justiça e da misericórdia de Deus.
                 Assim como um bom pai deixa sempre uma porta aberta a seus filhos faltosos, facultando-lhes a reabilitação, também Deus, através das vidas sucessivas, dá oportunidade para que os homens possam corrigir-se, evoluir e merecerem o pleno gozo de uma felicidade duradoura.
                Na Lei de Justiça, os erros cometidos e os males infligidos ao próximo devem ser  reparados durante novas existências, a fim de que, experimentando os mesmos sofrimentos, os homens possam resgatar os seus débitos, passando a conquistar o direito de serem felizes.
                 A unicidade das existências é injusta e ilógica, pois não atende as sábias leis de progresso espiritual.
                 É injusta, porque a grande parte dos erros humanos são cometidos por ignorância e, numa só vida, não nos é possível o resgate de nossos erros, principalmente quando o arrependimento nos sobrevém quase ao findar a existência. É preciso que se dê oportunidade ao arrependimento, para que ele comprove sua sinceridade através das necessárias reparações.
              É ilógica, porque não pode explicar as gritantes diferenças de aptidões das criaturas desde sua tenra infância; as idéias inatas, independentemente da educação recebida; os instintos precoces,, bons ou maus, não obstante a natureza do meio em que nasceram.
               As reencarnações representam para as criaturas imperfeitas, valiosas oportunidades de resgates e progresso espiritual.
               Só a pluralidade das existências pode explicar a diversidade dos caracteres e variedade das aptidões, a desproporção das qualidades morais, enfim, todas as desigualdades que ferem a nossa vista.
                 A influência dos meios. a hereditariedade, as diferenças da educação não bastam para explicar estas anomalias.
                 Por que para uns a fortuna, a felicidade constante e para outros a miséria,, a desgraça inevitável? Para estes, a força, a saúde, a beleza; para aqueles, a fraqueza, a doença, a fealdade?
                 Por que a inteligência, o gênio aqui e, acolá a imbecilidade?
                 Como se encontra tantas qualidades morais admiráveis, a par de tantos vícios e defeitos?
                 E as enfermidades inatas, a cegueira, a idiotia, as deformidades, todos estes infortúnios que enchem os hospitais, os albergues, as casas de correção?
                Por que também as crianças mortas antes de nascer e as que são condenadas a sofrer desde o berço? Certas existências acabam em poucos anos, poucos dias; outras duram quase um século!
               As desigualdades que nos chocam resultam das diferentes situações ocupadas pelas almas nos seus graus infinitos de evolução.
               Cada um leva para outra vida, e traz ao nascer, a semente do passado.
                A reencarnação é progressiva e só se dá na espécie humana. O homem pode estacionar, mas nunca retroceder em seu progresso espiritual.
                É então falsa a transmigração direta da alma humana para o corpo de um animal e vice versa.
                                               Livro Ilustrações Doutrinárias-     José Jorge. 

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