domingo, 28 de julho de 2013

Fragilidades

                  Quem de nós não terá se sentido frágil algum dia?
                  Em momentos de fragilidade é que as grandes almas se agigantam na busca do triunfo sobre si mesmas.
                  Em instantes de dor, sacrifício e solidão, corações se superam e se dão conta da luz que possuem, e que em outras ocasiões, permanece adormecida sem gerar claridade.
                  Quando as circunstâncias parecem conspirar contra o êxito e nos sentimos sem forças, é aí que surgem os grandes sentimentos e brilham as belas virtudes da alma humana.
                  Na adversidade a fé se lapida, a decisão se constrói e o medo é aos poucos superado.
                  Ninguém é uma fortaleza o tempo todo. Boa parte de nós vivenciamos e experimentamos uma oscilação entre o medo e a coragem; o prosseguir e o estagnar; o falar e o calar; o sorrir e o chorar. Não é por outra razão que estamos na Terra, um planeta- escola que nos convida a educar nossas emoções, superando tais fragilidades.
                  Nesse esforço para vencermos essas barreiras que se interpõem entre nós e a felicidade, contamos com a voz da consciência, com os amigos queridos que nos ouvem, com os  companheiros espirituais  e principalmente, com Jesus, o amigo de todo o sempre.
                 Há, portanto, do nosso lado, uma legião de forças benfazejas interessadas na nossa vitória, estimulando-nos a crescer e a não desistir.
                 Sofrendo, grandes compositores criaram sinfonias divinas e imortais; pintores retrataram sublimes sentimentos; escritores escreveram obras-primas e estátuas nasceram de hábeis mãos de escultores em soledade.
                 Temos um compromisso conosco de prosseguir e perseverar na busca do nobre ideal que nos acalenta.
                 As dificuldades representam um teste à paciência, à perseverança, à fé e, possivelmente um convite à  mudança na estratégia que vem sendo utilizada no enfrentamento delas.
                 Lutemos com os  recursos  da oração e do coração, que a lei de causa e efeito nos trará de volta e de forma multiplicada, no devido tempo todo o bem que houvermos semeado.
                 Não importa que haja pranto, suor e deserções, pois estes fatores fizeram parte da vida dos grandes vencedores, principalmente daqueles que alcançaram vitórias sobre si mesmos, e que descobriram nos instantes mais difíceis, todo um potencial de crescimento e superação.

Extraído do livro  Conversando com Você- Cezar  Braga  Said

sábado, 13 de julho de 2013

NO QUE OCUPAMOS O NOSSO PENSAMENTO?

              O nosso caminhar  nos oferece admiráveis oportunidades de tomarmos decisões que trarão para nossa vida muita beleza, harmonia e felicidade que almejamos, afastando-nos de muitas condições limitadas e desagradáveis em que vivemos. Somente cada um de nós podemos tomar essas decisões com relação à nós mesmos.
              Esse caminhar nos oferece a alegria de nosso próprio desenvolvimento, a oportunidade de nos expressarmos e a responsabilidade de assumirmos a nossa forma de expressão. Portanto, a primeira pergunta que devemos fazer a nós mesmos  deverá ser: "Qual será minha próxima decisão?'
              As  circunstâncias que se apresentam em nossa vida poderão ser satisfatórias ou não à nossa alma e isto gera  aborrecimentos, inquietações e aspirações por dias melhores.
               Entretanto, para receber um bem maior exige de nós uma decisão importante, que é a de estarmos dispostos a abandonar o que é velho e dar lugar ao que é novo. Sem deixar os velhos hábitos não haverá lugar para as novas coisas que desejamos.
               Neste momento estamos colocados numa situação de aspecto triplo, na qual nos lembramos de nosso passado, que não foi tão bem vivido, temos consciência do momento presente e queremos imaginar o futuro.
               Porém, é exatamente este momento que vale, pois é nele que decidiremos abandonar completamente o passado, e criar um futuro inteiramente novo e belo. Tudo o que fizermos no futuro será apenas consequência de nossa decisão atual. Como é importante esse dia, essa hora,  esse momento!!!!!
               Costumamos nos perguntar:" Como poderei fugir do passado?Como poderei escapar da impressão que deixaram no meu caráter os acontecimentos relacionados com a minha vida"?
                Não precisamos fugir do passado. Apenas deixemo-lo lá no passado,  para que a grande inteligência o dissolva e nos livre de suas consequências e nos ponha a construir, a partir desse momento, uma vida nova de acordo com as aspirações de nossa alma.
                Será somente mudando nossos pensamentos para bons e alegres que estaremos mudando nossa experiência.. Não percamos tempo em nos queixarmos do que nos prejudica  ou aborrece.
                Pensemos e acreditemos apenas no bem, na alegria e na felicidade, e como disse Jesus:"De acordo com essa crença, assim sucederá."
                Elevemos nossa mente às alturas espirituais, porque é delas que nos virá a força para vencermos a inércia e o peso das coisas terrestres, e transportá-las de acordo com o plano estabelecido nas sólidas bases da Harmonia, do Amor, da Verdade e da Justiça, que nos permitirão pairar sempre acima das negativas vibrações terrenas, numa atmosfera perene de paz, saúde e prosperidade.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

AMOR E DEVER

                                                                                    "Amai-vos uns aos outros."

                  
                               Eis o ensinamento de Jesus que nos conduz à felicidade, visto ser ela nada mais que  o alcance da plenitude do amor!
                                Amar o próximo significa sair de si mesmo, projetando-se em seu auxílio indiscriminado. Quem ama não submete  o sentimento aos valores exteriores, sendo movido pelo desejo exclusivo de fazer feliz o que lhe compartilha  a  jornada  da vida.
                               Devemos uns aos outros o respeito; reconhecimento inequívoco da nossa igualdade perante Deus.
                                Devemos uns aos outros a colaboração, que nos torna dignos da filiação divina.
                                Devemos uns aos outros a tolerância, fruto do entendimento da fragilidade e das imperfeições que ainda conduzimos em nosso espírito.
                               Devemos uns aos outros a atitude de consideração, capaz de nos favorecer o bom relacionamento e a consolidação dos laços de amizade.
                               Devemos uns aos outros a caridade da palavra que não escandaliza, antes ameniza as deformidades momentâneas do Espírito em trânsito  evolutivo.
                               Devemos uns aos outros a solidariedade que providencia estímulos para as realizações inerentes a cada um.
                               Devemos uns aos outros o concurso fraterno, a doação e o compartilhar das dores, guindando-nos à condição de cirineus nos caminhos dos que sofrem.
                               Todos nós devemos à Jesus a fidelidade aos seus ensinamentos, tutelados que somos por sua magnanimidade.
                               Amemo-nos uns aos outros para que a paz e a concórdia iluminem-nos as estradas, antecipando-nos,  no hoje os indescritíveis gozos  auferidos pela pureza de espírito.
                                                                                                       Ângelus Maximus