sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

artmarinablog: SINTONIA

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SINTONIA

             As bases de todos os serviços de intercâmbio, entre os desencarnados e encarnados, repousam na mente, não obstante as possibilidades de fenômenos naturais, no campo da matéria densa, levados a efeito por entidades menos evoluídas ou extremamente consagradas à caridade sacrificial.
             De qualquer modo, porém, é no mundo mental que se processa a gênese de todos os trabalhos de comunhão de espírito a espírito.
             Daí procede a necessidade de renovação idealística, de estudo, de bondade operante e de fé ativa, se pretendemos conservar o contacto com os espíritos da grande luz.
            Simbolizemos nossa mente como sendo uma pedra inicialmente burilada. Tanto quanto a do animal, pode demorar-se, por muitos séculos, na ociosidade ou na sombra, sob a crosta dificilmente permeável de hábitos nocivos ou de impulsos degradantes, mas se a expomos ao sol da experiência, aceitando os atritos, as lições, os dilaceramentos e as  dificuldades do caminho por golpes abençoados do buril da vida, esforçando-nos por aperfeiçoar o conhecimento e melhorar o coração, tanto quanto a pedra reflete a luz, certamente nos habilitaremos a receber a influência dos grandes gênios da sabedoria e do amor, gloriosos expoentes da imortalidade vitoriosa, convertendo-nos em valiosos instrumentos da obra assistencial do céu, em favor do reerguimento de nossos irmãos menos favorecidos e para elevação de nós mesmos às regiões mais altas.
             A fim de atingirmos tão alto objetivo é indispensável traçar um roteiro para nossa organização mental, no infinito bem, e segui-lo sem recuar.
             Precisamos compreender - repetimos -  que os nossos pensamentos são forças, imagens, coisas e criações visíveis e tangíveis no campo espiritual.
              Atraímos  companheiros e recursos, de conformidade com a natureza de nossas idéias, aspirações, invocações e apelos.
              Energia viva, o pensamento desloca, em torno de nós, forças sutis, construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros...
                Andorinhas seguem a beleza da primavera.
                Corujas acompanham as sombras da noite.
                O mato inculto asila serpentes.
                 A terra cultivada produz o bom grão.
                 Na mediunidade, essas leis se expressam ativas.
                 Mentes enfermiças e perturbadas assimilam as correntes desordenadas do desequilíbrio, enquanto que a boa vontade e a boa intenção acumulam os valores do bem.
                 Ninguém está só.
                 Cada criatura recebe de acordo com aquilo que dá.
                  Cada alma vive no clima espiritual que elegeu, procurando o tipo de experiência em que situa a própria felicidade.
                  Estejamos, assim, convictos de que os nossos companheiros na Terra ou no Além são aqueles que escolhemos com as nossas solicitações interiores, mesmo porque, segundo o antigo ensinamento evangélico, "teremos nosso tesouro onde colocarmos o coração."
                                                                                                        Emmanuel