quarta-feira, 5 de março de 2014

A ÚNICA DÁDIVA


                      Conta-se que Simão Pedro estava cansado, depois de vinte dias junto do povo.
                      Banhara ferimentos, alimentara mulheres e crianças esquálidas,e, em vez de receber  aprovação do povo, recolhia insultos velados, aqui e ali...
                      Após três semanas de luta, fatigara-se e preferira isolar-se entre as alcaparreiras amigas.
                      Por isso, estava ele só, no crepúsculo azulado, diante das águas, a refletir...
                      Aproxima-se alguém, contudo... Por mais busque esconder-se, sente-se procurado. É o próprio Cristo.
                     _ Que fazes, Pedro? _ Diz-lhe o Senhor.
                     _ Penso, Mestre.
E o diálogo prolongou-se.
                    _ Estás triste?
                    _ Muito triste.
                    _ Por quê?
                    _ Chamam-me ladrão.
                   _ Mas, se a consciência não te acusa, que tem isso?
                   _ Sinto-me desditoso.
Em nome do amor que me ensinas, alivio os enfermos, e ajudo aos necessitados. Entretanto, injuriam-me. Dizem por aí que furto, que exploro a confiança do povo...
                  Ainda ontem, distribuía os velhos mantos que nos foram cedidos pela Casa de Carpo, entre os doentes chegados de Jope... Alegou alguém inconsideradamente, que surrupiei a maior parte... Estou exausto, Mestre. Vinte dias de multidão pesam mais que vinte anos de serviço na barca.
                 _ Pedro, que deste aos necessitados nestes vinte dias?
                 _ Moedas, túnicas, mantos, unguentos, trigo, peixes...
                 _ De onde chegaram as moedas?
                 _ Das mãos de Joana, a mulher de Cusa.
                 _As túnicas?
                 _ Da casa de Zobalan, o curtidor.
                 _ Os mantos?
                 _Da residência de Carpo, o romano que decidiu amparar-nos.
                 _ Os unguentos?
                 _ Do lar de Zebedeu, que os fabrica.
                 _ O trigo?
                 _ Da seara de Zaqueu, que se lembra de nós.
                 _ E os peixes?
                 _ Da nossa pesca.
                 _ Então, Pedro?
                 _ Que devo entender, Senhor
                _ Que apenas entregamos aquilo que nos foi ofertado para distribuirmos, em favor dos que necessitam. A Divina  Bondade conjuga as circunstâncias e confia-nos de um modo ou de outro os elementos que devamos movimentar nas obras do bem... Disseste servir em nome do amor...
                 _ Sim, Mestre.
                 _ Recorda, então que o amor não relaciona calúnias, nem conta sarcasmos.
                O discípulo, mostrando súbita renovação mental, não respondeu.
                 Jesus abraçou-o e disse apenas:
                _ Pedro, todos os bens da vida podem ser transmitidos de mão em mão...
                Ninguém pode dar esse ou aquele patrimônio do mundo senão o próprio Criador, que nos empresta recursos por Ele gerados na Criação... E se algo podemos dar de nós, o amor é a única dádiva que podemos fazer, sofrendo e renunciando por amar...
                 O apóstolo compreendeu e beijou as mãos que o tocavam de leve.
                 Em seguida, puseram-se ambos a falar  alegremente sobre as tarefas esperadas para o dia seguinte.
                                              Francisco C. Xavier- Irmão X.

domingo, 2 de março de 2014



                                                         JESUS E OS AMIGOS

                                     "Ninguém tem maior amor do que este:
                                      dar a própria vida pelos seus amigos."
                                           Jesus (João, cap 15: v.13)

                Na  localização histórica do Cristo, impressiona-nos a realidade de sua imensa afeição pela humanidade. Pelos homens,  fez tudo fez tudo que era possível em renúncia e dedicação.
                 Seus atos foram celebrados em assembléias de confraternização e de amor. Fez companhia aos publicanos, sentiu sede de perfeita compreensão entre seus discípulos. Era amigo fiel dos necessitados que se socorriam de suas virtudes imortais. Através das lições evangélicas, nota-se-lhe o esforço para ser entendido em sua infinita capacidade de amar.Lava os pés aos discípulos, ora pela felicidade de cada um...
                Entretanto, ao primeiro embate com as forças destruidoras, experimenta o Mestre o supremo abandono.Em vão seus olhos procuram os afeiçoados, beneficiados e seguidores. Os leprosos e cegos, curados por suas mãos, haviam desaparecido.
                Judas entregou-O com um beijo.
                Simão, que lhe gozara a convivência doméstica, negou-O três vezes.
                 João e Tiago dormiram no Horto.
                 Os demais preferiram estacionar em acordos apressados com as acusações injustas. Mesmo depois da ressurreição Tomé exigiu-lhe sinais.
                Quando estiveres na "porta estreita", dilatando as conquistas da vida eterna, irás também só. Não aguardes teus amigos. Não te compreenderiam; No entanto, não deixes de amá-los. São crianças. E toda criança teme e exige muito.
                                             Caminho, Verdade e Vida- FranciscoC.Xavier- Emmanuel

sábado, 1 de fevereiro de 2014

REENCARNAÇÃO: OPORTUNIDADE ABENÇOADA

             A reencarnação constitui uma necessidade para o espírito, uma vez que lhe faculta o aprendizado e a oportunidade de liquidar dívidas que contraiu em vidas passadas. À liquidação da dívida, o homem acrescentará o mérito de ter sabido vencer suas dificuldades.
             A reencarnação também visa a fazer com que a criatura encontre seus ex- inimigos ou aqueles que ainda se considerem como tal. São almas que se reencontram, vestindo novo corpo, e que, por essa razão, têm a oportunidade de se verem sem se detestarem.
           Quando existe a sensação de desconforto espiritual, do qual tantas vezes vemo-nos possuídos, ao defrontarmos com alguém, teremos dentro de nós apenas uma pergunta. Por que?
            Essa é uma providência de Deus em nosso benefício, fazendo com que voltemos a encontrar aqueles que nos fizeram mal, sem que disso guardemos qualquer certeza, e com eles convivamos até quando for possível.
           A reencarnação traz ainda outro benefício, que é a possibilidade de caminharmos, com segurança, naqueles territórios mentais, morais e físicos que antes nos fizeram cair.
            Seres que faliram com outros seres e que teriam vergonha do reencontro face a face, para repetir as mesmas experiências, pela reencarnação conseguem fazê-lo, já que lhe são apagadas da mente as lembranças capazes de trazer tal constrangimento.
            Assim, valorizemos a vida de homens encarnados. Ela é muito importante.
             Para demonstrar a importância desta vida, o próprio Cristo não hesitou em tomar um corpo de carne que lhe possibilitasse viver entre nós, agir, trabalhar, enfim...
             Que cada um de nós, quando encontrar em seu coração, a angústia, a dúvida, a perplexidade, saiba entender que tais sentimentos são instrumentos passageiros na escala de nossa evolução.
             Dia virá em que todos os processos de sofrimento desaparecerão. Quando?  Exatamente quando encontrarmos a paz da consciência. Lutar pela paz da consciência, evitar o mal, confiar em Deus e fazer sempre o bem, são os caminhos que levam o homem ao equilíbrio espiritual.
            Todos os que passam por angústias ou problemas, reflitam: a vida deve ser valorizada e o homem é o artífice de sua própria vida. Perseverem sempre nas obras do bem.
              Que Deus, Jesus e os bons amigos espirituais estejam com todos,  envolvendo-os nas vibrações profundas do amor superior.
               Deus abençoe a todos!
   Dr. Hermann                                      Médium Altivo Panphiro

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

METAS PARA O NOVO ANO 2014

               Neste novo ano que se inicia,  reconheçamos o valor das pessoas que convivem conosco, sejam elas quem forem.  Não importa se são profissionais que nos servem, de alguma forma, o sexo ou a opção sexual de cada um, a etnia, a cultura,  a posição e o status social que ocupam na sociedade, a religião ou crença que adotam,  a origem, todas são dignas de consideração e respeito. Todos necessitam de estímulos para vencerem as suas dificuldades, assim como nós.
               Não aguardemos momento especial para expressarmos nossos sentimentos de apreço e amizade, mas sim tornemos especiais todos os momentos em que surjam oportunidades  de o fazermos, procurando motivos para elogiarmos, agradecermos e reconhecermos a importância das pessoas que cruzam o nosso caminho,  no decorrer de nossa vida.
               Sejamos um raio de sol na vida dessas pessoas, principalmente daquelas que oferecem maior dificuldade para serem amadas e compreendidas.  Sejamos a água que vitaliza, oferecendo a elas a água viva do Evangelho, aquela água que o Mestre Jesus ofereceu à mulher samaritana, garantindo-lhe que se ela bebesse daquela água nunca mais teria sede e se tornaria ela mesma  uma  fonte de onde também jorraria dessa água para saciar a sede de todos que passassem por ela. Sejamos a poda que fortalece, não sendo conivente com seus erros e equívocos, mas procurando sempre orientar no caminho do bem, do amor, da justiça e da verdade. Sejamos a escora que fornece firmeza, amparando e fornecendo meios e recursos que possibilitem mudança para uma vida melhor e mais feliz.
             Acreditemos que todo espírito humano é perfectível, como desejaríamos que acreditassem em nós se nos encontrássemos em queda ou em estado de falência moral e espiritual.
             Feliz  2014, com muitas bênçãos e a proteção de nosso Amado Mestre Jesus.
                                                     Marina Moreira

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

artmarinablog: SINTONIA

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SINTONIA

             As bases de todos os serviços de intercâmbio, entre os desencarnados e encarnados, repousam na mente, não obstante as possibilidades de fenômenos naturais, no campo da matéria densa, levados a efeito por entidades menos evoluídas ou extremamente consagradas à caridade sacrificial.
             De qualquer modo, porém, é no mundo mental que se processa a gênese de todos os trabalhos de comunhão de espírito a espírito.
             Daí procede a necessidade de renovação idealística, de estudo, de bondade operante e de fé ativa, se pretendemos conservar o contacto com os espíritos da grande luz.
            Simbolizemos nossa mente como sendo uma pedra inicialmente burilada. Tanto quanto a do animal, pode demorar-se, por muitos séculos, na ociosidade ou na sombra, sob a crosta dificilmente permeável de hábitos nocivos ou de impulsos degradantes, mas se a expomos ao sol da experiência, aceitando os atritos, as lições, os dilaceramentos e as  dificuldades do caminho por golpes abençoados do buril da vida, esforçando-nos por aperfeiçoar o conhecimento e melhorar o coração, tanto quanto a pedra reflete a luz, certamente nos habilitaremos a receber a influência dos grandes gênios da sabedoria e do amor, gloriosos expoentes da imortalidade vitoriosa, convertendo-nos em valiosos instrumentos da obra assistencial do céu, em favor do reerguimento de nossos irmãos menos favorecidos e para elevação de nós mesmos às regiões mais altas.
             A fim de atingirmos tão alto objetivo é indispensável traçar um roteiro para nossa organização mental, no infinito bem, e segui-lo sem recuar.
             Precisamos compreender - repetimos -  que os nossos pensamentos são forças, imagens, coisas e criações visíveis e tangíveis no campo espiritual.
              Atraímos  companheiros e recursos, de conformidade com a natureza de nossas idéias, aspirações, invocações e apelos.
              Energia viva, o pensamento desloca, em torno de nós, forças sutis, construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros...
                Andorinhas seguem a beleza da primavera.
                Corujas acompanham as sombras da noite.
                O mato inculto asila serpentes.
                 A terra cultivada produz o bom grão.
                 Na mediunidade, essas leis se expressam ativas.
                 Mentes enfermiças e perturbadas assimilam as correntes desordenadas do desequilíbrio, enquanto que a boa vontade e a boa intenção acumulam os valores do bem.
                 Ninguém está só.
                 Cada criatura recebe de acordo com aquilo que dá.
                  Cada alma vive no clima espiritual que elegeu, procurando o tipo de experiência em que situa a própria felicidade.
                  Estejamos, assim, convictos de que os nossos companheiros na Terra ou no Além são aqueles que escolhemos com as nossas solicitações interiores, mesmo porque, segundo o antigo ensinamento evangélico, "teremos nosso tesouro onde colocarmos o coração."
                                                                                                        Emmanuel