sábado, 10 de agosto de 2013

domingo, 28 de julho de 2013

Fragilidades

                  Quem de nós não terá se sentido frágil algum dia?
                  Em momentos de fragilidade é que as grandes almas se agigantam na busca do triunfo sobre si mesmas.
                  Em instantes de dor, sacrifício e solidão, corações se superam e se dão conta da luz que possuem, e que em outras ocasiões, permanece adormecida sem gerar claridade.
                  Quando as circunstâncias parecem conspirar contra o êxito e nos sentimos sem forças, é aí que surgem os grandes sentimentos e brilham as belas virtudes da alma humana.
                  Na adversidade a fé se lapida, a decisão se constrói e o medo é aos poucos superado.
                  Ninguém é uma fortaleza o tempo todo. Boa parte de nós vivenciamos e experimentamos uma oscilação entre o medo e a coragem; o prosseguir e o estagnar; o falar e o calar; o sorrir e o chorar. Não é por outra razão que estamos na Terra, um planeta- escola que nos convida a educar nossas emoções, superando tais fragilidades.
                  Nesse esforço para vencermos essas barreiras que se interpõem entre nós e a felicidade, contamos com a voz da consciência, com os amigos queridos que nos ouvem, com os  companheiros espirituais  e principalmente, com Jesus, o amigo de todo o sempre.
                 Há, portanto, do nosso lado, uma legião de forças benfazejas interessadas na nossa vitória, estimulando-nos a crescer e a não desistir.
                 Sofrendo, grandes compositores criaram sinfonias divinas e imortais; pintores retrataram sublimes sentimentos; escritores escreveram obras-primas e estátuas nasceram de hábeis mãos de escultores em soledade.
                 Temos um compromisso conosco de prosseguir e perseverar na busca do nobre ideal que nos acalenta.
                 As dificuldades representam um teste à paciência, à perseverança, à fé e, possivelmente um convite à  mudança na estratégia que vem sendo utilizada no enfrentamento delas.
                 Lutemos com os  recursos  da oração e do coração, que a lei de causa e efeito nos trará de volta e de forma multiplicada, no devido tempo todo o bem que houvermos semeado.
                 Não importa que haja pranto, suor e deserções, pois estes fatores fizeram parte da vida dos grandes vencedores, principalmente daqueles que alcançaram vitórias sobre si mesmos, e que descobriram nos instantes mais difíceis, todo um potencial de crescimento e superação.

Extraído do livro  Conversando com Você- Cezar  Braga  Said

sábado, 13 de julho de 2013

NO QUE OCUPAMOS O NOSSO PENSAMENTO?

              O nosso caminhar  nos oferece admiráveis oportunidades de tomarmos decisões que trarão para nossa vida muita beleza, harmonia e felicidade que almejamos, afastando-nos de muitas condições limitadas e desagradáveis em que vivemos. Somente cada um de nós podemos tomar essas decisões com relação à nós mesmos.
              Esse caminhar nos oferece a alegria de nosso próprio desenvolvimento, a oportunidade de nos expressarmos e a responsabilidade de assumirmos a nossa forma de expressão. Portanto, a primeira pergunta que devemos fazer a nós mesmos  deverá ser: "Qual será minha próxima decisão?'
              As  circunstâncias que se apresentam em nossa vida poderão ser satisfatórias ou não à nossa alma e isto gera  aborrecimentos, inquietações e aspirações por dias melhores.
               Entretanto, para receber um bem maior exige de nós uma decisão importante, que é a de estarmos dispostos a abandonar o que é velho e dar lugar ao que é novo. Sem deixar os velhos hábitos não haverá lugar para as novas coisas que desejamos.
               Neste momento estamos colocados numa situação de aspecto triplo, na qual nos lembramos de nosso passado, que não foi tão bem vivido, temos consciência do momento presente e queremos imaginar o futuro.
               Porém, é exatamente este momento que vale, pois é nele que decidiremos abandonar completamente o passado, e criar um futuro inteiramente novo e belo. Tudo o que fizermos no futuro será apenas consequência de nossa decisão atual. Como é importante esse dia, essa hora,  esse momento!!!!!
               Costumamos nos perguntar:" Como poderei fugir do passado?Como poderei escapar da impressão que deixaram no meu caráter os acontecimentos relacionados com a minha vida"?
                Não precisamos fugir do passado. Apenas deixemo-lo lá no passado,  para que a grande inteligência o dissolva e nos livre de suas consequências e nos ponha a construir, a partir desse momento, uma vida nova de acordo com as aspirações de nossa alma.
                Será somente mudando nossos pensamentos para bons e alegres que estaremos mudando nossa experiência.. Não percamos tempo em nos queixarmos do que nos prejudica  ou aborrece.
                Pensemos e acreditemos apenas no bem, na alegria e na felicidade, e como disse Jesus:"De acordo com essa crença, assim sucederá."
                Elevemos nossa mente às alturas espirituais, porque é delas que nos virá a força para vencermos a inércia e o peso das coisas terrestres, e transportá-las de acordo com o plano estabelecido nas sólidas bases da Harmonia, do Amor, da Verdade e da Justiça, que nos permitirão pairar sempre acima das negativas vibrações terrenas, numa atmosfera perene de paz, saúde e prosperidade.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

AMOR E DEVER

                                                                                    "Amai-vos uns aos outros."

                  
                               Eis o ensinamento de Jesus que nos conduz à felicidade, visto ser ela nada mais que  o alcance da plenitude do amor!
                                Amar o próximo significa sair de si mesmo, projetando-se em seu auxílio indiscriminado. Quem ama não submete  o sentimento aos valores exteriores, sendo movido pelo desejo exclusivo de fazer feliz o que lhe compartilha  a  jornada  da vida.
                               Devemos uns aos outros o respeito; reconhecimento inequívoco da nossa igualdade perante Deus.
                                Devemos uns aos outros a colaboração, que nos torna dignos da filiação divina.
                                Devemos uns aos outros a tolerância, fruto do entendimento da fragilidade e das imperfeições que ainda conduzimos em nosso espírito.
                               Devemos uns aos outros a atitude de consideração, capaz de nos favorecer o bom relacionamento e a consolidação dos laços de amizade.
                               Devemos uns aos outros a caridade da palavra que não escandaliza, antes ameniza as deformidades momentâneas do Espírito em trânsito  evolutivo.
                               Devemos uns aos outros a solidariedade que providencia estímulos para as realizações inerentes a cada um.
                               Devemos uns aos outros o concurso fraterno, a doação e o compartilhar das dores, guindando-nos à condição de cirineus nos caminhos dos que sofrem.
                               Todos nós devemos à Jesus a fidelidade aos seus ensinamentos, tutelados que somos por sua magnanimidade.
                               Amemo-nos uns aos outros para que a paz e a concórdia iluminem-nos as estradas, antecipando-nos,  no hoje os indescritíveis gozos  auferidos pela pureza de espírito.
                                                                                                       Ângelus Maximus

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Respirar na Esfera do Cristo

             Não é fácil tomar esta decisão!
             É uma escolha que implica grande capacidade de discernimento e nem sempre estamos preparados para realizá-la.
             Vivemos ainda atrelados ao conforto material, repletos de ilusões, valorizando os prazeres que o mundo físico nos oferece, preocupados com nossas vestimentas da moda atual e as situações convidativas e agradáveis que relutamos em abandonar. E assim, distraídos e embevecidos com tudo isso vamos perdendo tempo e grandes oportunidades  de efetuar  mudanças em nossa vida.
             Não nos é fácil  realizar essa escolha!...
             Quando penetramos na esfera do Cristo percebemos que solidão e renúncia são necessários à nossa segurança.  Não podemos voltar atrás para nos justificar, nem esclarecer ou prestar contas a quem quer que seja  da atitude que agora precisamos adotar afim de iniciar a nossa redenção. As pessoas não compreenderiam.
            Devemos nos tranquilizar, se a fé nos comove a alma e coroa nossos olhos de estrelas cintilantes quando oramos, se rios de amor correm em nossa alma, onde a semente da vida transforma uma seara inteira. Precisamos nos asserenar e compreender os amigos que não puderam seguir conosco nessa bifurcação do caminho, mesmo que sejam nossos entes mais amados, porque ainda não soou a hora, o momento deles escolherem. Eles  não podem ainda compreender a nossa descida ao vale para socorrer em nome de Jesus. Do contrário, viriam conosco. São cristãos que ainda estão sem Cristo, e à procura do Cristo.
           Isto também aconteceu àqueles que conviveram pessoalmente com o Cristo quando Ele aqui esteve sobre a Terra. Não foi rápida a decisão dos que ouviram o seu recado evangélico, abandonando hábitos e comodidades para seguir a trilha estreita até o Gólgota do testemunho sublime.
           Inúmeras criaturas que receberam a cura através de Suas mãos, o concurso consolador da Sua palavra, o elixir santificante da ternura, não assumiram a decisão de segui-lo.
            Sigamos  nós  a trilha que a nossa consciência nos aponta, fazendo-nos resgatar o passado delituoso, aprendendo a buscar e bater à porta. Mergulhemos na oração santificadora e  procuremos refazer o ânimo para prosseguir a busca da esfera do Cristo até à plena e perfeita integração com Ele, porque, em verdade, ainda hoje, "muitos são os chamados, mas poucos  são os escolhidos" após a difícil decisão.

              Marina Moreira                     Inspirada por Joanna de Ângelis, no Livro Lampadário Espírita.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Retorno do Filho Pródigo



..."E ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo,  também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida."    ( Atos, 11:18)


          "Deus não quer aniquilar a raça humana, mas sim redimi-la. Fazer com que se arrependam de seus pecados e que se voltem para Ele, retornem ao seu regaço, puros de coração."

           Também os gentios receberam as palavras de Deus, especialmente através do apóstolo Paulo, em suas epístolas e por meio destas palavras a eles foi concedido o arrependimento para a vida.
           É através do conhecimento do Evangelho que reconhecemos nossos erros, nossas faltas e nos arrependemos delas, desejando nova experiência reencarnatória para perseverarmos nos bons propósitos, nas boas resoluções que houvermos tomado quando na erraticidade. Portanto, devemos pedir encarecidamente esse encontro com Jesus, assim como Paulo o teve, na estrada de Damasco, no qual iremos reconhecer todas as nossas oportunidades perdidas e desejarmos ardentemente um retorno em  novas  condições para que possamos vencer a nós mesmos, travarmos conosco, assim como Paulo, o bom combate, fazendo tudo que  sabíamos que deveríamos fazer e não o fizemos, ao mesmo tempo, deixando de fazer tudo  aquilo que tenha sido causa de nossa falência moral e espiritual.
          O tempo é o melhor remédio e deveremos saber esperar, pois ele corre inexoravelmente. Logo chegará o momento em que todos nós poderemos solicitar nova experiência e esta nos será concedida por Deus, para nova etapa, quando seremos então muito mais felizes.
           Que Jesus nos abençoe a todos e também aos nossos propósitos de elevação moral e espiritual.
           Que assim seja, graças a Deus!!!!

domingo, 20 de janeiro de 2013

SAUDADE


Saudade, palavra doce                                                       
Que exprime tanta  ventura                                                 
Que os anos não trazem mais                                             

São sete letras que choram                                                  
Relembrando tempos felizes                                                  
Que a vida deixou p'ra trás.                                                   

Olho p'ra trás e vejo                                                              
Tanta coisa colorida                                                               
Em torno da minha vida                                                      
Que agora não vejo mais.
hoje são apenas fragmentos
Que somam alguns momentos                                                             
Que vivi, não vivo mais.

Vivo esta enorme saudade
D'aqueles tempos de outrora
Que a vida deixou p'ra trás.

A vida é assim...
Quando estamos aí,
Sentimos saudade dos que já estão aqui.
Quando estamos aqui,
Sentimos saudade dos que deixamos aí.
É um eterno sentir saudades.
Mas, que fazer?  E da Lei que seja assim...
Ora eu sem você, ora você sem mim...

Marina Moreira, pelo espírito eterno  de sua mãezinha Dulcinéa, em 23/12/2012.