Tenho pensado muito em todas as mudanças que o nosso Planeta vem sofrendo ao longo do tempo. Tenho me preocupado em saber um pouco mais sobre sustentabilidade e creio que já é hora de darmos um pouco mais de atenção nesta etapa reencarnatória para com os limites do Planeta que tão generosamente nos acolhe. A situação é difícil e a Humanidade é responsável direta pela crise ambiental que experimentamos no momento. A educação para a sustentabilidade encerra princípios éticos e morais.
A exaltação dos valores espirituais não nos isenta da responsabilidade para com o que acontece aqui e agora em nossa casa planetária.
A posição do espiritismo em favor da vida- condenando o aborto, a eutanásia e o suicídio- alcança também a dimensão planetária na condenação do ecocídio, ou seja, a capacidade de a Humanidade realizar escolhas que reduzam nossas possibilidades de existência neste plano. Todo o capítulo de "O Livro dos Espíritos" que versa sobre a Lei de Conservação é um verdadeiro tratado de sustentabilidade. Quando aprendermos a estabelecer a diferença entre o que é necessário e o que é supérfluo e nos orientarmos em relação ao uso inteligente dos recursos naturais observaremos que a Terra produzirá sempre o necessário,isto é, se o homem contentar-se com o necessário.
Outro assunto que deve nos interessar é a influência dos nossos sentimentos e pensamentos na qualidade da psicosfera terrena. Temos o poder de influenciar coletivamente a Natureza, através da qualidade e da intensidade das nossas vibrações. Temos uma identificação visceral com a Terra: somos feitos dos mesmos elementos que constituem o planeta. "Do pó viestes e para o pó voltareis" (Gênesis, 3:9).
A crise climática é a mais preocupante e pede soluções urgentes. As nossas atenções devem estar voltadas também para a destruição sistemática da biodiversidade, a produção monumental de lixo, a escassez de recursos hídricos, o consumismo desvairado, o crescimento desordenado das cidades e outros problemas de nosso tempo exigem de nós respostas e soluções ainda nessa atual existência.
Nascemos numa terra que tem nome de árvore, que concentra o maior estoque de água doce (superficial de rio ou subterrãnea), a maior quantidade de solo fértil, o maior número de espécies conhecidas e catalogadas. Que queremos mais?
E o que dizer do consumo da carne? Se ele é condizente com o nosso nível evolutivo, isso não deve justificar o uso de métodos cruéis, dolorosos, que impõem sofrimentos desnecessários aos nossos irmãos menos evoluídos da Criação.
Precisamos fazer agora tudo que estiver ao nosso alcance em favor do uso responsável e ético dos recursos naturais não renováveis do Planeta. O suprimento de água limpa, solo fértil, ar puro, biodiversidade e as condições climáticas serão definidos a partir das escolhas que fizermos agora. Se persistirmos em não nos modificarmos nesta encarnação( hábitos, comportamentos, estilos de vida e padrões de consumo) poderemos determinar uma situação curiosa num futuro próximo: o planeta cuja vibração se eleva para hospedar uma humanidade mais evoluída ética e moralmente seria o mesmo destroçado ambientalmente.
Podemos reduzir este risco agora. Sabendo usar não vai faltar.
Nossas crianças precisam receber estes ensinamentos em casa, com os pais, nas escolas, com os professores. A escola que não tiver um projeto pedagógico voltado para a sustentabilidade, não merece o nome de Instituição de Ensino. Se não tiverem antenadas com os problemas do nosso tempo não formarão indivíduos capacitados para enfrentar o que vem por aí.
Fazer do mundo um lugar melhor e mais justo e que seja também um mundo ambientalmente sadio e agradável, depende de nós, da nossa escolha aqui e agora.
Extraído de entrevista com André Trigueiro- Revista O Reformador- Novembro 2011.
Um comentário:
Marina,este texto do A.Trigueiro é muito próprio para o momento em que estamos vivendo...muito esclarecedor.Bjs
Postar um comentário